
O relógio já está a contar
A nova Diretiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) já está publicada e o relógio está a contar: até 29 de maio de 2026, todos os Estados-membros, incluindo Portugal, devem transpor as suas obrigações para a legislação nacional. Na WiseBuilding, sabemos que esta transposição vai muito além da política energética. Na prática, ela muda o paradigma de operação técnica dos edifícios de serviços, pressionando a medição, a renovação de sistemas técnicos e a inteligência operativa para o centro da gestão e da fiscalização.
Mas não nos fiquemos por palavras vagas como “eficiência” e “renovação”. O que significa, tecnicamente, estar preparado para cumprir a EPBD? O que devem fazer engenheiros, responsáveis de manutenção e gestores de facilities para não serem apanhados desprevenidos? Vamos por partes.
Enquadramento da EPBD revista e prazo de transposição
A revisão da EPBD foi formalmente adotada em 2024, com foco na redução do consumo energético no parque edificado europeu, responsável por cerca de 40% do consumo final de energia da UE. A diretiva estabelece metas e obrigações para:
- Renovação profunda e faseada de edifícios com pior desempenho energético
- Monitorização contínua e obrigatória do consumo em sistemas técnicos
- Instalação de sistemas de controlo e automatização sempre que tecnicamente e economicamente viável
- Avaliação da inteligência dos edifícios, através do SRI – Smart Readiness Indicator
Em Portugal, a legislação nacional que transporá esta diretiva tem de ser publicada até 29 de maio de 2026. A experiência mostra que a fiscalização começa pouco depois — e as auditorias e investimentos seguirão as mesmas exigências.

Requisitos de inteligência e interoperabilidade dos sistemas
A EPBD não impõe apenas eficiência — impõe edifícios “inteligentes”, tecnicamente preparados para operar de forma automática, reativa e interoperável. Esta inteligência é medida através do Smart Readiness Indicator (SRI), um sistema de avaliação estruturado com base em três domínios principais:
- Eficiência energética (automatização, regulação dinâmica, optimização de consumos)
- Conforto e conveniência (controlo adaptativo, qualidade do ar interior, luz natural)
- Flexibilidade energética (capacidade de resposta a sinais da rede, produção renovável, armazenamento)
As soluções técnicas que contribuem para uma boa classificação SRI incluem:
- BMS com controlo adaptativo
- Sensores integrados de CO₂, presença, luminosidade
- Controlo remoto e acesso digital à operação
- Capacidade de aprendizagem do comportamento energético
- Conectividade com plataformas e APIs abertas
A interoperabilidade é essencial: arquiteturas baseadas em redes IP e protocolos abertos serão preferidas, tanto na legislação como nos investimentos. É aqui que a WiseBuilding tem concentrado o seu desenvolvimento técnico.
A EPBD revista não impõe mudanças da noite para o dia — mas também não deixa muito espaço para inércia.
Checklist técnico para cumprimento da EPBD

Estratégias de adaptação e investimento técnico
A EPBD revista não impõe mudanças da noite para o dia — mas também não deixa muito espaço para inércia. A nossa experiência na WiseBuilding mostra que os edifícios que já estão a investir em monitorização, segmentação de rede OT/IT e automação adaptativa conseguem adaptar-se mais depressa e com menos investimento apressado.
Algumas boas práticas que recomendamos:
- Diagnóstico técnico
- Plano faseado de retrofit, priorizando zonas com maior consumo ou impacto operacional
- Integração de sistemas já prevista em procurement, com especificações técnicas claras
- Testes de SRI em 2026, com simulação de avaliação real
Estas medidas permitem antecipar exigências legais, mas também reforçam o valor de mercado dos edifícios. A inteligência energética já é critério de valorização no setor imobiliário e corporativo.
Na WiseBuilding, temos acompanhado de perto a evolução da EPBD e os seus impactos técnicos e operacionais. Os nossos projetos já integram soluções que respondem aos critérios de medição, controlo, interoperabilidade e inteligência definidos pela diretiva. Não acreditamos em soluções milagrosas — mas sim em arquiteturas robustas, escaláveis e que respeitam as obrigações legais sem comprometer o conforto e a eficiência.
Acreditamos que o tempo certo para agir é agora. Porque os edifícios que pensam, poupam e protegem o planeta… não se fazem em cima do prazo.
Referências
- European Commission. Energy Performance of Buildings Directive (EPBD). Última atualização 2024. Disponível em energy.ec.europa.eu
A WiseBuilding® está capacitada tecnicamente para implementar qualquer projeto que crie edifícios que pensam, poupam e protegem o planeta. Consulte-nos.
O WISEFRAMEWORK é uma solução de software com a certificação BACnet B-AWS para integração, controlo, gestão e visualização de última geração nos sistemas de automação para edifícios. Desenvolvido para redefinir a forma como os edifícios são operados através de uma plataforma aberta e uma harmonização perfeita entre dados gerados pelo edifício através do suporte de vários protocolos, incluindo BACnet, Modbus, KNX, OPC-UA e MQTT. Através do recurso da tecnologia Haystack, o software capacita também o edifício para o futuro na vanguarda na integração dos vários sistemas técnicos.


