
WiseBuilding® e Johnson Controls falaram do futuro no presente dos edifícios inteligentes
No dia 12 de novembro de 2025, a WiseBuilding® realizou a sua primeira edição WiseMeetings em parceria com a Jonson Controls, sob o título “A nova era dos EDIFÍCIOS INTELIGENTES – Da história à inovação”. Foi um evento pensado para quem vive os edifícios por dentro: gestores de energia, responsáveis de manutenção, consultores, engenheiros de projeto e decisores que já perceberam que a automação deixou de ser um luxo e passou a ser um requisito estratégico. Desde as primeiras intervenções neste evento, nós WiseBuilding®, defendemos e acreditamos que a próxima década será marcada por Edifícios que Pensam, Poupam e Protegem o Planeta, e que essa visão só é exequível quando tecnologia, legislação e operação se sentam à mesma mesa.
Do contexto regulatório às plataformas: porque é que este workshop aconteceu agora
Primeiramente e dando inicio ao nosso evento, abordamos a evolução da automação de edifícios tendo em conta a nova vaga regulatória europeia. A atualização mais recente da EPBD, a diretiva europeia para o desempenho energético dos edifícios, reforça metas de descarbonização, requisitos de monitorização contínua e o papel central dos sistemas de automação. Em termos práticos, isto significa que os edifícios comerciais e de serviços vão deixar de ser avaliados apenas pela etiqueta energética e passam a ser escrutinados também pela sua capacidade de serem “inteligentes”, ou seja, recolher dados, reagir em tempo real, integrar produção renovável e apoiar decisões de investimento. É neste contexto que faz sentido falar de plataformas e não apenas de sistemas isolados. Por esta razão, estruturámos este evento em torno de duas peças complementares: a WiseFramework, desenvolvido pela WiseBuilding®, e a OpenBlue, da Johnson Controls, apresentando como cada um resolve problemas bem concretos e como, juntos, respondem à pressão combinada da operação diária, bem como da legislação que aí vem.
WiseFramework: a camada de terreno para edifícios que pensam e poupam
Na sessão dedicada à nova WiseFramework, apresentamos porque é que esta nova plataforma é mais do que “apenas” uma GTC moderna. A realidade que muitos participantes reconheceram é simples: edifícios com AVAC de várias gerações, iluminação parcialmente digital, sombreamento autónomo, produção fotovoltaica num canto, contadores dispersos e folhas de Excel a tentar compor o puzzle energético. A plataforma WiseFramework nasce precisamente para orquestrar este caos, pois integra AVAC, renováveis, gestão de energia, gestão remota, iluminação e sombreamento numa só plataforma, recorrendo a protocolos abertos como BACnet, Modbus, KNX ou MQTT, e a uma abordagem pensada para SACE e EPBD.
Durante o evento, detalhámos como a WiseFramework normaliza dados, cria modelos coerentes de pontos e disponibiliza dashboards que servem tanto o técnico de manutenção como o gestor de portefólio. Não se trata de ter “mais gráficos”, mas de conseguir responder a perguntas muito concretas: onde se está a desperdiçar energia, que equipamentos estão sistematicamente fora de ponto, como é que as cargas reagem às condições exteriores e quais as medidas prioritárias para reduzir consumo e emissões. Ao mesmo tempo, insistimos na ideia de que a plataforma foi desenhada para ser repetível: o que se aprende num hospital pode ser reutilizado num campus universitário ou num conjunto de edifícios municipais, sem reinventar a roda em cada projeto. É aqui que o nosso mote ganha substância: se o edifício “pensa” melhor porque lê, relaciona e compreende os seus dados, acaba inevitavelmente por “poupar” mais e “proteger” melhor os recursos.




OpenBlue: visão de portefólio, inteligência na cloud e ambição de net zero
Seguidamente e com o nosso parceiro, a Johnson Controls, o foco deslocou-se do detalhe de campo para a visão de conjunto. A OpenBlue foi apresentada como uma plataforma digital para gestão de portefólios, com serviços em cloud e módulos de inteligência artificial orientados para energia, emissões, conforto e utilização de espaços. Enquanto a WiseFramework vive mais próximo dos controladores, sensores e integrações de terreno, a OpenBlue olha para o edifício, ou mais frequentemente, para vários edifícios com uma lente estratégica para comparar desempenhos, projetar cenários, simular trajectórias de descarbonização e acompanhar metas de net zero.
Explorámos desta forma com os nossos participantes o que significa ter uma camada de analítica avançada, capaz de prever consumos, identificar padrões anómalos, sugerir medidas de optimização e acompanhar ao longo do tempo se essas medidas estão de facto a entregar resultados. A Johnson Controls apresentou assim exemplos internacionais em que a combinação de automação robusta com a OpenBlue permitiu reduções significativas de consumo e de emissões, mas também melhorias operacionais mensuráveis, como menor tempo de resposta a falhas, menos intervenções de manutenção correctiva e melhor conforto percebido pelos utilizadores. Para quem gere um portefólio de edifícios de escritório, hospitais, hotéis ou instalações industriais, a mensagem foi clara: a inteligência deixa de estar apenas “dentro do edifício” e passa para uma camada que enxerga o sistema como um todo, com benchmarks internos e externos.
Edifícios que Pensam, Poupam e Protegem o Planeta
Dois níveis, uma visão comum: interoperabilidade, legislação e oportunidade
Neste contexto, o ponto de convergência tornou-se evidente para muitos dos participantes: WiseFramework e OpenBlue não concorrem mas sim complementam-se. Nós, na WiseBuilding®, posicionamo-nos como o integrador que constrói a base sólida e interoperável, orientada para SACE, EPBD e operação diária que, em parceria com a Johnson Controls, liga essa base a uma plataforma global capaz de escalar para dezenas ou centenas de edifícios. Numa altura em que a nova EPBD reforça exigências de medição, controlo e reporte, esta combinação entre terreno e nuvem não é apenas uma opção tecnológica elegante, é uma forma pragmática de estar preparado para o que vem a seguir.


Contactos, parcerias e próximos capítulos da “nova era”
Se há algo que os eventos WiseMeetings pretendem é que a partilha de conhecimentos e temáticas não acabem quando o projector se desliga. O evento que aconteceu dia 12 de novembro foi o exemplo claro do cumprimento do nosso objetivo, pois garantiu a o contacto e engajamento entre diversas áreas: fabricantes, integradores, consultores, equipas de operação e decisores que raramente têm tempo para se sentar a discutir o edifício de forma integrada. Finalizamos este evento com novos contactos, ideias de colaboração e, sobretudo, com a sensação de que o mercado português está pronto para dar o salto da GTC clássica para uma lógica de plataforma e parceria, tal como temos feito com o nosso parceiro de sempre, a Johnson Controls, a quem deixámos um profundo agradecimento por ter assumido a co-organização deste evento conosco.
Na WiseBuilding®, encaramos este evento como o início de um ciclo: nesta “nova era dos edifícios inteligentes”, não basta ter hardware avançado ou dashboards apelativos. É necessário alinhar soluções como a WiseFramework e o OpenBlue com a nova legislação europeia, com modelos de exploração mais exigentes e com uma ambição clara de descarbonização. O futuro que destacámos no nome do evento já não é um exercício de ficção tecnológica, pois está a entrar tanto pelas salas técnicas como pelas salas de reunião. E a grande questão, para quem gere edifícios hoje, é simples: prefere assistir de fora ou fazer parte ativa desta transição?
A WiseBuilding® está capacitada tecnicamente para implementar qualquer projeto que crie edifícios que pensam, poupam e protegem o planeta. Consulte-nos.
O WISEFRAMEWORK é uma solução de software com a certificação BACnet B-AWS para integração, controlo, gestão e visualização de última geração nos sistemas de automação para edifícios. Desenvolvido para redefinir a forma como os edifícios são operados através de uma plataforma aberta e uma harmonização perfeita entre dados gerados pelo edifício através do suporte de vários protocolos, incluindo BACnet, Modbus, KNX, OPC-UA e MQTT. Através do recurso da tecnologia Haystack, o software capacita também o edifício para o futuro na vanguarda na integração dos vários sistemas técnicos.




